terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tarô: As lâminas não mentem jamais!...

Esses dias ando fazendo uma reflexão: trabalhar ou não trabalhar como Tarólogo, eis a questão!

Vou começar me explicando:

Lá pelos idos de 2006 comecei a estudar tarô por curiosidade (na verdade a curiosidade vinha de bem antes, mas foi só naquele ano que eu consegui ter acesso a esse tipo de "jogo de cartas"). Comecei com um baralho bem simples e colorido, acompanhado de um folheto e um DVD chamado: TAROT para iniciantes.

Fiquei alguns anos utilizando esse tarô mesmo, sem maiores problemas (na verdade com muitas surpresas, pois tudo o que eu previa, dava certo, até aquelas previsões em que eu pensava estar errado, um espanto)!
Depois me interessei pelo Tarô Mitológico, pensando que ele fosse "mais antigo" e unindo meu gosto sobre mitologia (vide postagem anterior) e tarô. Mas nunca cheguei a comprá-lo, apenas estudei seu livro nas raras vezes que tive contato.
Graças a essa curiosidade (mitológica?) eu entrei em contato com minha amiga Barbara (sem acento) que me passou dois livros de Tarô: uma edição especial da revista Destino (toda amarelada e sem capa) e o livro com as lâminas do Tarô dos Boêmios de "Papus" (o autor)!


Esse último livro, escrito no século XIX foi, no meu entender, o PIOR livro de tarô que já caiu em minhas mãos. Extremamente complexo e esotérico, misturando cabala, mitologia egípcia, numerologia, entre outras vertentes místicas, boa parte do livro é praticamente indecifrável e indigesto (pra dizer pouco). Menos a parte final que é relegado às "mulheres": Uma simplificação dos significados dos Arcanos Maiores, pois, para o pensamento do século XIX, as mulheres detinham uma mente mais simplória, portanto estava naturalmente negado a elas todo o "profundo" conhecimento esotérico das cartas... o que nos dias de hoje só pode ser considerado um disparate, pois mesmo naquela época eram famosas "as" cartomantes, como Lenormand, uma famosa vidente e cartomante francesa do século XVIII (dita como a cartomante de Napoleão e sua esposa Josephine).
De qualquer forma, depois de estudar o livro inteiro, o devolvi à Barbara, pedindo se eu poderia ficar com sua revistinha Destino, pois a achei muito mais interessante, já que lá constam histórias das origens do tarô e interpretações mais profundas do que as "femininas" de Papus e menos "esotéricas" do que as "masculinas". E ela me deu de bom grado.
Minha próxima investida em tarôs, foi o próprio Tarô de Marselha (na verdade o "Novo" Tarô de Marselha) que eu já tinha a curiosidade em adquirir, mas inesperadamente ganhei de presente de uma amiga minha. Mas, depois de estudá-lo por um curto período de tempo acabei por dá-lo de presente pro meu amigo Pedrão, que fez muito mais bom proveito dele!
Nota: o Tarô de Marselha (mesmo o "Novo") é meio "indigesto" para o público atual. Mesmo ele sendo o baralho que mais conservou as características originais dos antigos tarôs da Idade Média, seus desenhos são considerados "feios" pelo público em geral, que o acaba rejeitando por simples preconceito. Uma pena.
Depois passei por vários tarôs e oráculos alternativos: Tarô das Flores, Runas de Cristal, Tarô das Runas, "Tarô" Wicca, Dadomancia, Pêndulos, Dominó, Cartas Ciganas, etc. Mas, para me aprofundar mais no tarô, principalmente nos Arcanos Menores, eu comprei um tarô específico que muito me intrigava: o Tatô Egípcio!


E qual não foi a minha surpresa, quando li o manual, que ele próprio dizia que o Tarô Egípcio era na verdade uma invenção francesa do século XVIII, veja só:

Você sabia que foi Antonie Court de Gebelin quem inventou o passado egípcio das cartas? 

Entre 1775 e 1784, o francês, pastor evangélico e historiador, Gebelin, declarou em suas obras ter descoberto as origens do tarô através de uma simples visita de 15 minutos a uma cartomante. Disse que as cartas eram hieróglifos egípcios escondidos dos bárbaros, disseminadas pelos ciganos e que ele havia descoberto a chave para a tradução da escrita arcaica. Traduziu a palavra "Tarot" como sendo a "estrada real da vida" e diversos outros papiros; ele não escreveu sua obra para os ocultistas, mas sim para os historiadores e arqueólogos. Em 1820, quando Jean Champollion, descobriu verdadeiramente a chave para a escrita egípcia e copta, revelou-se que tudo o que Gebelin havia traduzido estava errado. Não existe a palavra "tarot" na língua egípcia e nenhum símbolo que se conecte com as cartas; assim, os conceitos de Gebelin foram esquecidos pela ciência, mas foram acalentados pelos místicos. Independente dele ter errado em suas análises históricas, é inegável que foi o primeiro a escrever ou tentar desvendar o que era o tarô, despertando o interesse em inúmeros ocultistas da época.

Retirado do site: http://www.universus.com.br/art162.htm Visitem! É muito interessante e esclarecedor!!!

Incrível como até hoje existem tarólogos "sérios" e "renomados" que insistem nessa teoria estapafúrdia!
De qualquer maneira esse baralho não me ajudou muito, pois apesar de ter nos Arcanos Menores, uma palavra e um desenho que o descreve, não tem nem o "naipe" das cartas nem as "figuras da corte"!

Afffff...
Depois ainda, fui atrás dum tarô muito bonito e por mim desejado: o "Tarô Dourado de Bottitcelli"!

Muito bonito, realmente, mas seu manual de instruções deixa muito a desejar...

Bom, depois dessa eu parti logo para algo mais sério e completo: o "Curso Completo de Tarô" de Nei Naiff!


Esse sim "abriu" os meus olhos sobre as verdades e mentiras que se dizem sobre o tarô e me imbuiu de muito conhecimento sobre as cartas!!!
"Esse eu recomendo!" 
 E pra finalizar minha coleção comprei mais dois tarôs: o Tarô dos Vampiros:

Um dos mais lindos que eu tenho e, com certeza, o mais "impactante"!

E o Tarot de Atalla:


Que por mais "moderno" (no sentido de não conservar muito as características tradicionais) e "esotérico" (no sentido de misturar Tarô com Magia e insistir na sua "origem" egípcia) que seja, é o que eu mais recomendo para os iniciantes até alcançarem certa praticidade com as 78 lâminas, pois todas possuem uma ou duas palavras que descrevem o seu conceito no seu rodapé e são plasticamente ricas e bonitas!

"Esse eu recomendo!" ²
E é claro, que no decorrer desses anos, fazendo várias consultas, para vários amigos, com diferentes cartas e modos de tiragem, já adquiri um método próprio e já penso em me "profissionalizar"... O que vocês acham?

=)

Por hoje é "só". Muito obrigado!

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